O meu paraíso é uma ilha chamada saudade
O meu desafio, é tomar para mim as verdades fugidias do ontem e as fantasias impunes de amanhã.
Caminhando nessa estrada, eu vejo a pedra e a flor e as duas me parecem suaves,
Eu vou te guardar comigo por essa estrada a fora; eu vou derreter castelos de gelo,vou fazer promessas,vou chorar a minha lágrima mais sincera...
... e a pausa que a noite der, vai ser o início da festa em mim:vou celebrar a vida e amor em um único brinde, vou ver em teus olhos todo o meu caminho,vou sobreviver a distância, só por saber o quanto ela faz pela mesma saudade que me abençoa todo dia...
Quando eu estiver na minha ilha, sua lembrança ficará cravada nas estrelas!
eu buscarei a paz em mim , na confusão que os sentimentos meninos farão em meu peito...eles brincam de girar mundo dentro de mim..e giram e giram...a música que se produz dessa roda gigante, é o que me impede de fugir do medo do novo.
O que eu sinto aqui não é por você, é você feito frase e flor.
Se você partir,apenas prometa que me leve junto,me leve na lembrança de um adeus que não queríamos ter dito, mas que ainda sim foi o mais belo que já se viu,me leve na ausência de um abraço que jurou nunca se desprender...
me leve só na alma, só ali saberei existir!
(remexendo em minhas pastas no pc,enncontrei esse texto escrito em 07/06/08,sabe-se lá Deus sob que trilha sonora ou episódio vivido)
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
através do universo
...foi quando a música falou na alma;
Quando um cenário mágico foi pano de fundo para o que queria transbordar do coração através dos olhos...e conseguiu!
Existem anjos e estavam todos ali, parando por alguns minutos o tempo, para que ele se tornasse testemunha de algo maior.
Os seres humanos sublimam às vezes...sublimam quando no toque se dá o veredito,quando num olhar se acha mais respostas que em qualquer livro...os homens sublimam quando amam!sublimam-se por aqui ser proposital um verbo reflexivo!Evadem-se de si mesmos, vão além de projeções,vão além de pormenores falíveis.
O toque,a voz,o beijo,o aconchego do abraço(morada dos sonhos)exaltam o que há de mais divinal entre duas pessoas, exalta o que foge ao entendiemento e por isso mesmo é fantástico.
As palavras em geral soam vagas em quaisquer definições que ousem alcançar o amor:amor menino,amor amigo, amor irmão,amor amante,o amor que se pretende eterno apenas enquanto tiver forças para tal.
A música deu o tom onírico,deu o tom das infinitas possibilidades a dois corações que se encontraram em suas notas e aí selaram o maior dos compromissos:A verdade nos olhos!Nunca vou me esquecer daqueles olhos...Ali me perdi e achei o céu.
As lágrimas lavaram a alma e anularam qualquer possibilidade de se macular o sonho pintado na aquarela sutil daquelas nuvens,
...foi como se por um instante o universo todo tivesse ficado pequeno demais,como se atravessá-lo fosse a única maneira de o coração não parar ali mesmo na efervescência de tanto sentimento miscigenado.
De repente o mundo todo era um palco pequeno demais para um cenário com lagos,patos, sonhos e escolhas...Eu escolheria viver aquele segundo para sempre!
Um lago já houvera sido triste,já aquela imensidão toda de água ali, era mais que um espelho de água ou de alma, era a redenção de todos os medos,o êxtase da cumplicidade.
E como dizia a canção ao fundo,"as palavras fugiam como a chuva" e os "lagos de tristeza,ali tremulavam de alegria"...tudo naquele instante fazia "renascer o amor sem limites"..."através do universo"!
Então eu simplesmente me calei,libertei o amor e deixer estar...
Let it be!!!
(Relato de cenas vividas às margens não de um lago,mas de uma represa,ao som de let it be e across the universe dos beatles,ao lado de alguém impossivelmente especial:obrigada Luiz, a luz dos seus olhos ilumina o caminho rumo ao meu próprio coração)
Quando um cenário mágico foi pano de fundo para o que queria transbordar do coração através dos olhos...e conseguiu!
Existem anjos e estavam todos ali, parando por alguns minutos o tempo, para que ele se tornasse testemunha de algo maior.
Os seres humanos sublimam às vezes...sublimam quando no toque se dá o veredito,quando num olhar se acha mais respostas que em qualquer livro...os homens sublimam quando amam!sublimam-se por aqui ser proposital um verbo reflexivo!Evadem-se de si mesmos, vão além de projeções,vão além de pormenores falíveis.
O toque,a voz,o beijo,o aconchego do abraço(morada dos sonhos)exaltam o que há de mais divinal entre duas pessoas, exalta o que foge ao entendiemento e por isso mesmo é fantástico.
As palavras em geral soam vagas em quaisquer definições que ousem alcançar o amor:amor menino,amor amigo, amor irmão,amor amante,o amor que se pretende eterno apenas enquanto tiver forças para tal.
A música deu o tom onírico,deu o tom das infinitas possibilidades a dois corações que se encontraram em suas notas e aí selaram o maior dos compromissos:A verdade nos olhos!Nunca vou me esquecer daqueles olhos...Ali me perdi e achei o céu.
As lágrimas lavaram a alma e anularam qualquer possibilidade de se macular o sonho pintado na aquarela sutil daquelas nuvens,
...foi como se por um instante o universo todo tivesse ficado pequeno demais,como se atravessá-lo fosse a única maneira de o coração não parar ali mesmo na efervescência de tanto sentimento miscigenado.
De repente o mundo todo era um palco pequeno demais para um cenário com lagos,patos, sonhos e escolhas...Eu escolheria viver aquele segundo para sempre!
Um lago já houvera sido triste,já aquela imensidão toda de água ali, era mais que um espelho de água ou de alma, era a redenção de todos os medos,o êxtase da cumplicidade.
E como dizia a canção ao fundo,"as palavras fugiam como a chuva" e os "lagos de tristeza,ali tremulavam de alegria"...tudo naquele instante fazia "renascer o amor sem limites"..."através do universo"!
Então eu simplesmente me calei,libertei o amor e deixer estar...
Let it be!!!
(Relato de cenas vividas às margens não de um lago,mas de uma represa,ao som de let it be e across the universe dos beatles,ao lado de alguém impossivelmente especial:obrigada Luiz, a luz dos seus olhos ilumina o caminho rumo ao meu próprio coração)
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Por você!
eu iria mais longe por você...
eu iria até onde meus olhos não alcançam e minhas pernas não ousariam chegar
Pode ter certeza de que eu não mediria esforços para te fazer sorrir, nem tão pouco para estancar suas lágrimas
Eu iria sim muito longe por você: brigaria com suas angústias até minha completa exaustão,
mas também brigaria com você se você permitisse que ela desse as cartas,
Eu cumpriria suas promessas (esquecidas pelo caminho por alguma decepção imediatista) com seus santos, ainda sendo contra isso tudo, só para que você mantivesse seu crédito com os Caras lá de cima.
Eu aprenderia a orar em todas as crenças só para que você sentisse que é abençoado.
Eu passaria fome e frio num deserto qualquer, só para ver o céu impoluto contigo!
Eu mudaria meu cardápio se seu estômago rejeitasse meu prato predileto;
Eu seria capaz de te carregar por quilômetros, só para seus pés deixarem de sangrar
Eu ficaria em silêncio por horas, se eu sentisse que essa era sua canção necessária, mas eu estaria ali, ao seu lado.
Eu tomaria porres homéricos contigo,mesmo tendo que encarar reuniões de trabalho definitivas ,duas horas depois,só porque você resolveu que precisaria bebemorar algo
Eu descobriria talentos diários em mim só para não deixá-lo decepcionado com minha possível mesmisse.
Eu te abraçaria mil vezes ao dia , se em meu abraço você se achasse confortável.
Eu me ajoelharia em pedras só para ficar mais próxima a você quando a tristeza o derrubasse, pois eu o levantaria sempre, ainda que já não tivesse braços para isso.
Eu passaria noites em claro só para velar o teu sono,e de escudo e espada em punho,eu afugentaria todos os seus medos.
Eu te olharia nos olhos em silêncio e entenderia tudo se você não se permitisse verbalizar a dor.
E te daria umas boas palmadas se você depusesse contra si mesmo em alguma coisa
Eu jamais carregaria seu fardo todo por você,ao passo que eu também jamais me cansaria ou me furtaria em dividí-lo contigo,assim andaríamos no mesmo compasso,sob a mesma carga.
Eu subiria em andaimes, mesmo temendo altura, só para te oferecer um lugar para se segurar
Eu te faria uma canção, se eu soubesse compor...
Eu jamais te negaria um colo,ainda que fosse eu a precisar de um de fato...
Eu sofreria como nunca se você partisse...
Eu faria mil coisas por você, só não desistiria de estar sempre ao seu lado,você entendendo as implicações todas disso ou não,
Tudo isso simplesmente por que você é MEU AMIGO e eu TE AMO sem mesuras, sem nem me perguntar o porquê!!!
( aos amigos de ontem,de hoje,de sempre e ainda aos que virão:vocês são minhas relíquias e amá-los não é nenhum sacrifício, sacrifício é não tê-los por perto!Obrigada por nortearem minha vida,obrigada por iluminarem meu caminho!)
eu iria até onde meus olhos não alcançam e minhas pernas não ousariam chegar
Pode ter certeza de que eu não mediria esforços para te fazer sorrir, nem tão pouco para estancar suas lágrimas
Eu iria sim muito longe por você: brigaria com suas angústias até minha completa exaustão,
mas também brigaria com você se você permitisse que ela desse as cartas,
Eu cumpriria suas promessas (esquecidas pelo caminho por alguma decepção imediatista) com seus santos, ainda sendo contra isso tudo, só para que você mantivesse seu crédito com os Caras lá de cima.
Eu aprenderia a orar em todas as crenças só para que você sentisse que é abençoado.
Eu passaria fome e frio num deserto qualquer, só para ver o céu impoluto contigo!
Eu mudaria meu cardápio se seu estômago rejeitasse meu prato predileto;
Eu seria capaz de te carregar por quilômetros, só para seus pés deixarem de sangrar
Eu ficaria em silêncio por horas, se eu sentisse que essa era sua canção necessária, mas eu estaria ali, ao seu lado.
Eu tomaria porres homéricos contigo,mesmo tendo que encarar reuniões de trabalho definitivas ,duas horas depois,só porque você resolveu que precisaria bebemorar algo
Eu descobriria talentos diários em mim só para não deixá-lo decepcionado com minha possível mesmisse.
Eu te abraçaria mil vezes ao dia , se em meu abraço você se achasse confortável.
Eu me ajoelharia em pedras só para ficar mais próxima a você quando a tristeza o derrubasse, pois eu o levantaria sempre, ainda que já não tivesse braços para isso.
Eu passaria noites em claro só para velar o teu sono,e de escudo e espada em punho,eu afugentaria todos os seus medos.
Eu te olharia nos olhos em silêncio e entenderia tudo se você não se permitisse verbalizar a dor.
E te daria umas boas palmadas se você depusesse contra si mesmo em alguma coisa
Eu jamais carregaria seu fardo todo por você,ao passo que eu também jamais me cansaria ou me furtaria em dividí-lo contigo,assim andaríamos no mesmo compasso,sob a mesma carga.
Eu subiria em andaimes, mesmo temendo altura, só para te oferecer um lugar para se segurar
Eu te faria uma canção, se eu soubesse compor...
Eu jamais te negaria um colo,ainda que fosse eu a precisar de um de fato...
Eu sofreria como nunca se você partisse...
Eu faria mil coisas por você, só não desistiria de estar sempre ao seu lado,você entendendo as implicações todas disso ou não,
Tudo isso simplesmente por que você é MEU AMIGO e eu TE AMO sem mesuras, sem nem me perguntar o porquê!!!
( aos amigos de ontem,de hoje,de sempre e ainda aos que virão:vocês são minhas relíquias e amá-los não é nenhum sacrifício, sacrifício é não tê-los por perto!Obrigada por nortearem minha vida,obrigada por iluminarem meu caminho!)
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
VIDA EMPRESTADA
...e de repente aquela sensação...
vivo uma vida emprestada,com sonhos,amores e desventuras emprestados.
Minha casa,meu trabalho,meus amigos,minha família:nada é meu!E nada é meu,não pelo sentido libertário da coisa, mas por simplesmente eu não ter ,de uma hora para outra, mais identificação com coisa alguma.
A sensação que tive,é que o "eu " consciência,se apoderou de um corpo só para ter uma existência material e que perdeu sua essência nessa contaminação mundana do eu-matéria.
Essa torturante certeza de que até o ar que respiro me foi ,por caridade, cedido temporariamente,é claustrofóbica!
Vive meu corpo não pela minha própria força,mas pelo tomar emprestado de outrém,que frente ao espelho se parece muito com o que dizem ser Eu!
O fato é:eu tomei uma vida emprestada,talvez incida aí a anti-força dos meus desejos, a fraqueza de minhas utopias.
A falta de planos em si,hoje eu vejo, pode denotar um resquício de consciência da vida que cooptei,o que me impediria então, de traçar metas e me apoderar delas como sendo realmente minhas, afinal, já foram de outro alguém.São metas inatingíveis a um corpo sem alma ou a uma alma sem couraça.
Se sou assassina,ladra ou apenas tomadora de empréstimo de vidas alheias ,eu não sei,apenas sei que me perdi em meio a essas conjecturas.
Penso que seja a completa não aceitação de meu status quo,é a completa não aceitação de fracassos, que não reconhecia tão imensos, na pessoa que eu julgava ser eu!
Certezas?nenhuma...mas imagino que quem aqui escreve, não seja Eu!
(relato de um momentinho non sense ocorrido por esses dias)
vivo uma vida emprestada,com sonhos,amores e desventuras emprestados.
Minha casa,meu trabalho,meus amigos,minha família:nada é meu!E nada é meu,não pelo sentido libertário da coisa, mas por simplesmente eu não ter ,de uma hora para outra, mais identificação com coisa alguma.
A sensação que tive,é que o "eu " consciência,se apoderou de um corpo só para ter uma existência material e que perdeu sua essência nessa contaminação mundana do eu-matéria.
Essa torturante certeza de que até o ar que respiro me foi ,por caridade, cedido temporariamente,é claustrofóbica!
Vive meu corpo não pela minha própria força,mas pelo tomar emprestado de outrém,que frente ao espelho se parece muito com o que dizem ser Eu!
O fato é:eu tomei uma vida emprestada,talvez incida aí a anti-força dos meus desejos, a fraqueza de minhas utopias.
A falta de planos em si,hoje eu vejo, pode denotar um resquício de consciência da vida que cooptei,o que me impediria então, de traçar metas e me apoderar delas como sendo realmente minhas, afinal, já foram de outro alguém.São metas inatingíveis a um corpo sem alma ou a uma alma sem couraça.
Se sou assassina,ladra ou apenas tomadora de empréstimo de vidas alheias ,eu não sei,apenas sei que me perdi em meio a essas conjecturas.
Penso que seja a completa não aceitação de meu status quo,é a completa não aceitação de fracassos, que não reconhecia tão imensos, na pessoa que eu julgava ser eu!
Certezas?nenhuma...mas imagino que quem aqui escreve, não seja Eu!
(relato de um momentinho non sense ocorrido por esses dias)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
A GAVETA E O TEMPO
Cuidado com tuas relíquias, teus fatos e retratos acomodados no tempo
Cuidado com o excesso de zêlo com uma lembranças apenas, que leva ao esquecimento do calor do contato
Cuidado com as poucas horas que tem reservado para as coisas que realmente valem algo em sua vida.
Quando se acomoda as coisas no tempo, muito sentimento também vira pó,muito sentimento também vira uma foto velha e amarelada,esquecida num canto qualquer
O tempo é senhor dos enganos, mas muito tempo é subterfúgio de covardes...
Já dizia a canção que todo amor dorme numa gaveta, numa sala escura...às vezes os amores precisam de ar fresco e uma dose exógena de renovação,coisa que as gavetas não lhes proporcionam...o cuidado é vizinho do aprisionamento.São apenas diferentes proporções que se aplicam e em geral,estão aí todos os pecados mimetizados.
Sempre gostei de dizer que as pessoas queridas eu guardo dentro de uma caixinha azul...mas nunca tive intenção de deixá-las lá, intocadas...só as quero acessíveis, e as coloco dentro de uma caixa azul, para que o tempo também não as leve num amarelamento qualquer,feito o que faz com papéis velhos...tornando-os ilegíveis.Contraditório poderia parecer, isso se eu não as permitisse respirar...serai contraditório se essa caixinha azul não fosse a mais nobre parte do meu plebeu coração.
Quero ler meus amores e meus amigos mil vezes, protegidos pelo azul do sonho acalentado,quero rememorar mil abraços nessa caixa que não se acomodou no tempo.
De um livro acomodado no tempo,pode até se retirar a poeira, mas e de uma pessoa?
Uma pessoa pode ser recoberta pela poeira da dor, do esquecimento e do desprezo e nunca mais voltar de lá...pessoas não se desfazem fácil do amarelamnto imposto pelo tempo...há inclusive quem nunca mais se refaça dele,pois acabam por preferir a solidão ao descaso,a poeira ao frescor da conveniência.
A poeira que encobre pessoas, encobre a elas e a quem as perdeu no tempo..encobre sonhos, encobre desejos,encobre planos...encobre vidas.
Nem a saudade se acomoda no tempo, dá mil e uma voltas para voltar ao mesmo lugar sempre renovada, sempre disposta,sempre salutar..em seu movimento está o segredo do não acúmulo de poeira,em seu contínuo movimento está a sua força.
Por isso digo a mim mesma:cuidado, almejar companhia de pessoas quando já se tornaram lembrança, pode ser mais dolorido que simplesmente soprar o pó!
Bom seria guardar o tempo numa gaveta, ou não...
Cuidado com o excesso de zêlo com uma lembranças apenas, que leva ao esquecimento do calor do contato
Cuidado com as poucas horas que tem reservado para as coisas que realmente valem algo em sua vida.
Quando se acomoda as coisas no tempo, muito sentimento também vira pó,muito sentimento também vira uma foto velha e amarelada,esquecida num canto qualquer
O tempo é senhor dos enganos, mas muito tempo é subterfúgio de covardes...
Já dizia a canção que todo amor dorme numa gaveta, numa sala escura...às vezes os amores precisam de ar fresco e uma dose exógena de renovação,coisa que as gavetas não lhes proporcionam...o cuidado é vizinho do aprisionamento.São apenas diferentes proporções que se aplicam e em geral,estão aí todos os pecados mimetizados.
Sempre gostei de dizer que as pessoas queridas eu guardo dentro de uma caixinha azul...mas nunca tive intenção de deixá-las lá, intocadas...só as quero acessíveis, e as coloco dentro de uma caixa azul, para que o tempo também não as leve num amarelamento qualquer,feito o que faz com papéis velhos...tornando-os ilegíveis.Contraditório poderia parecer, isso se eu não as permitisse respirar...serai contraditório se essa caixinha azul não fosse a mais nobre parte do meu plebeu coração.
Quero ler meus amores e meus amigos mil vezes, protegidos pelo azul do sonho acalentado,quero rememorar mil abraços nessa caixa que não se acomodou no tempo.
De um livro acomodado no tempo,pode até se retirar a poeira, mas e de uma pessoa?
Uma pessoa pode ser recoberta pela poeira da dor, do esquecimento e do desprezo e nunca mais voltar de lá...pessoas não se desfazem fácil do amarelamnto imposto pelo tempo...há inclusive quem nunca mais se refaça dele,pois acabam por preferir a solidão ao descaso,a poeira ao frescor da conveniência.
A poeira que encobre pessoas, encobre a elas e a quem as perdeu no tempo..encobre sonhos, encobre desejos,encobre planos...encobre vidas.
Nem a saudade se acomoda no tempo, dá mil e uma voltas para voltar ao mesmo lugar sempre renovada, sempre disposta,sempre salutar..em seu movimento está o segredo do não acúmulo de poeira,em seu contínuo movimento está a sua força.
Por isso digo a mim mesma:cuidado, almejar companhia de pessoas quando já se tornaram lembrança, pode ser mais dolorido que simplesmente soprar o pó!
Bom seria guardar o tempo numa gaveta, ou não...
domingo, 20 de julho de 2008
é chegada a hora?
Chega o tempo que a saudade toma proporções desmedidas...
Chega o tempo em que a saudade torna confusos até outros sentimentos teoricamente bem consolidados,
Chega um tempo em que a saudade reina absoluta!
Chega um tempo em que a saudade é o que se tem de melhor ou é tudo o que se tem...
Chega um tempo em que a saudade á escudo e espada.
Chega um tempo em que sentir saudade é sentir a alma coberta de bençãos;
Chega o tempo em que sentir saudade é um apego indizível ao passado que não se quer deixar passar.
Chega um tempo em que só saudade basta,mas...
Chega um tempo em que a saudade não pode mais ser alimentada, terá que existir por si só. Chega um tempo em que tudo o que fica é a saudade de sentir saudade
Chega um tempo em que saudade é o nome da mais linda prece que eu faria se eu soubesse rezar!
Sempre é tempo de ser Saudade!!!
Chega o tempo em que a saudade torna confusos até outros sentimentos teoricamente bem consolidados,
Chega um tempo em que a saudade reina absoluta!
Chega um tempo em que a saudade é o que se tem de melhor ou é tudo o que se tem...
Chega um tempo em que a saudade á escudo e espada.
Chega um tempo em que sentir saudade é sentir a alma coberta de bençãos;
Chega o tempo em que sentir saudade é um apego indizível ao passado que não se quer deixar passar.
Chega um tempo em que só saudade basta,mas...
Chega um tempo em que a saudade não pode mais ser alimentada, terá que existir por si só. Chega um tempo em que tudo o que fica é a saudade de sentir saudade
Chega um tempo em que saudade é o nome da mais linda prece que eu faria se eu soubesse rezar!
Sempre é tempo de ser Saudade!!!
domingo, 13 de julho de 2008
adoro!!!
Ainda do alto dos meus wiskys,saltos,decotes,strass e criticas ferrenhas ao “itápolis way of life”, consigo chegar até aqui lúcida!
Lúcida o bastante para saber que nada se perde numa noite dessas...nada se perde ao esperar uma mesa vagar,nada se perde ao escomungar um ser que se faz presente, apenas para tentar tornar decrépta a noite alheia,nada se perde ao se tomar um wisky como se fosse o penúltimo do mundo,nada se perde ao relembrar o passado e muito menos,nada se perde ao olhar para as luzes e perceber que nem o seu presente está ali,mas você está lá e vamos indo...afinal, o que importa é estar por ali...afinal,nada se perde ao observar pessoas.
As pessoas e sua sordidez em geral me comovem e a falta de veracidade no que dizem ou creem que sentem,idem...mas eu adoro isso!Adoro como que se entregam as vontades primárias,adoro como vertem expectativas frustradas antes mesmo delas nascerem.
Adoro como a hipocrisia dita regras que não são as que eu sigo,adoro como “in vino veritas”deixa tudo mais fluido...ainda que não seja pelo vinho!
Adoro como é quase sufocante me divertir com a miserabilidade de “belas” almas...adoro como que a futilidade traça tantos destinos que não o meu...
Adoro reticências para falar de tudo que amo e odeio,pois nelas cabem mais argumentos que em Ruy Barbosa!
Adoro ter descoberto a força de alguns sentimentos muito recentemente e ainda estranhá-los feito adolescente,afinal adoro sentimentos e suas variações temáticas.
Adoro ser taxada de “leonina verdadeira” e por isso ter quase um salvo conduto(como se dele eu precisasse) para ser excêntrica!(excêntrica, eu?)
Adoro não saber o que é ciúme;adoro valorizar o que é liberdade...adoro ver no que a maioria vê problema,a satisfação.
Adoro ser uma grande farsa, adoro não caber em rótulo algum,adoro não ser a norinha que a sogra pediu a Deus nem ser a que ela nunca pediria...adoro até mesmo estar alheia aos pressupostos e gostos alheios...
Adoro ouvir vozes e sons e ainda ler olhares que ninguém mais leria, apenas porquê estão ocupadas demais para prestar atenção no outro...
Adoro sentir saudade e saber que não é um peso,mas uma abóboda mais em meu castelo de desejos.
Adoro não saber como se constrói uma felicidade redondinha...só vou tentando e isso já me faz mais corajosa que muitos! adoro não gostar de meu jeito e ainda assim não trocá-lo por nenhum.
Apesar de muitas vezes,ser bastante difícil ser simplismente eu...adoro isso,mesmo sem motivo para isso...apenas adoro!
Lúcida o bastante para saber que nada se perde numa noite dessas...nada se perde ao esperar uma mesa vagar,nada se perde ao escomungar um ser que se faz presente, apenas para tentar tornar decrépta a noite alheia,nada se perde ao se tomar um wisky como se fosse o penúltimo do mundo,nada se perde ao relembrar o passado e muito menos,nada se perde ao olhar para as luzes e perceber que nem o seu presente está ali,mas você está lá e vamos indo...afinal, o que importa é estar por ali...afinal,nada se perde ao observar pessoas.
As pessoas e sua sordidez em geral me comovem e a falta de veracidade no que dizem ou creem que sentem,idem...mas eu adoro isso!Adoro como que se entregam as vontades primárias,adoro como vertem expectativas frustradas antes mesmo delas nascerem.
Adoro como a hipocrisia dita regras que não são as que eu sigo,adoro como “in vino veritas”deixa tudo mais fluido...ainda que não seja pelo vinho!
Adoro como é quase sufocante me divertir com a miserabilidade de “belas” almas...adoro como que a futilidade traça tantos destinos que não o meu...
Adoro reticências para falar de tudo que amo e odeio,pois nelas cabem mais argumentos que em Ruy Barbosa!
Adoro ter descoberto a força de alguns sentimentos muito recentemente e ainda estranhá-los feito adolescente,afinal adoro sentimentos e suas variações temáticas.
Adoro ser taxada de “leonina verdadeira” e por isso ter quase um salvo conduto(como se dele eu precisasse) para ser excêntrica!(excêntrica, eu?)
Adoro não saber o que é ciúme;adoro valorizar o que é liberdade...adoro ver no que a maioria vê problema,a satisfação.
Adoro ser uma grande farsa, adoro não caber em rótulo algum,adoro não ser a norinha que a sogra pediu a Deus nem ser a que ela nunca pediria...adoro até mesmo estar alheia aos pressupostos e gostos alheios...
Adoro ouvir vozes e sons e ainda ler olhares que ninguém mais leria, apenas porquê estão ocupadas demais para prestar atenção no outro...
Adoro sentir saudade e saber que não é um peso,mas uma abóboda mais em meu castelo de desejos.
Adoro não saber como se constrói uma felicidade redondinha...só vou tentando e isso já me faz mais corajosa que muitos! adoro não gostar de meu jeito e ainda assim não trocá-lo por nenhum.
Apesar de muitas vezes,ser bastante difícil ser simplismente eu...adoro isso,mesmo sem motivo para isso...apenas adoro!
Assinar:
Postagens (Atom)